Início Autárquicas 2021 AUTÁRQUICAS 2021 | E os vizinhos? Souto da Carpalhosa e Ortigosa

AUTÁRQUICAS 2021 | E os vizinhos? Souto da Carpalhosa e Ortigosa

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Como o único órgão de comunicação na Freguesia de Amor, é nossa obrigação acompanhar o processo autárquico que se encontra a decorrer. Sabemos, no entanto, que não vivemos sozinhos, e existem vários projetos e ideias que para avançarem precisarem do entendimento entre duas ou mais freguesias. Estes projetos vão muito para lá de meras melhorias nas acessibilidades, embora esses sejam sem dúvida os mais prementes.
Aproveitamos a ocasião, e fomos tentar perguntar a todos os candidatos de todas as freguesias com as quais Amor faz fronteira algumas questões sobre projetos transfronteiriços.
Hoje, vamos conhecer as respostas dos candidatos à União de Freguesias de Souto da Carpalhosa e Ortigosa.

1. Considera uma prioridade a eliminação da passagem de nível da Linha do Oeste, perto do Lisotel, e através da qual se faz parte importante do acesso à Freguesia de Amor?
2. Por oposição, seria favorável à criação de uma nova via de acesso – provavelmente através de viaduto —, que ligasse diretamente a entrada de Amor à rotunda da Ortigosa que faz acesso à A17?
3. Que outros projetos transfronteiriços com a Freguesia de Amor gostaria de ver realizados?

[A apresentação dos candidatos segue a ordem alfabética do seu primeiro nome]


Carina Francisco, candidata pelo Chega

1. Não. Considero importante, mas não prioritário.
2. Sim, seria favorável, mas no tempo certo/momento adequado, tendo sempre em conta os reais interesses e necessidades, pontuais e a longo prazo, da população.
3. Neste momento não poderei responder com clareza a esta questão. É algo que carece, da minha parte, de um conhecimento mais profundo e direto sobre as necessidades comuns destas freguesias.

Página da candidatura


Cláudia Brás, candidata pela Coligação Democrática Unitária (CDU)

1. É uma ideia interessante, mas se realizada ficar-se-ia sem ligação direta entre a freguesia da Ortigosa e a Freguesia de Amor. Por isso não defendemos hoje a eliminação da passagem de nível. Defendemos a melhoria dos acessos e o alargamento da ponte.
2. Esse é um investimento muito grande, que pesaria muito no orçamento municipal. Exigiria estudos de viabilidade e de impacto ambiental, e provavelmente a autorização dos ministérios da Agricultura e do Ambiente. É preciso ponderar muito bem as necessidades e consequências de tal projeto, no médio, mas também no longo prazo. Aqui do lado do Souto da Carpalhosa e Ortigosa não entendemos uma nova via de acesso como uma prioridade nos próximos anos.
3. Gostaríamos de ver despoluída a Bacia do Lis e que a agricultura familiar no Vale do Lis tivesse um futuro próspero. Para isso é preciso o empenho dos órgãos das freguesias e do Município de Leiria. [Gostaríamos de ver construída] uma ciclovia e uma via pedonal entre a Ortigosa e Amor. [Gostaríamos de ver um] projeto de defesa da biodiversidade no Vale do Lis.

Página da candidatura


Eulália Crespo, candidata pelo movimento “Agimos pelo Futuro”

1. A passagem de nível da Linha do Oeste, perto do Lisotel é uma passagem utilizada por muitas pessoas. Para qualquer alteração a esta infraestrutura devem ser ouvidas todas as entidades competentes, incluindo os utilizadores dessas infraestruturas.
2. Novamente, todas as questões que envolvem infraestruturas e diferentes órgãos autárquicas devem ser alvos de diálogo entre os vários intervenientes.
3. A candidatura “Eulália Crespo – Agimos pelo Futuro” está aberta a todos os projetos e diálogos que possam existir entre as várias freguesias.

Página da candidatura


Marco Reis, candidato pela coligação “Leiria Pode Mais” (CDS-PP.MPT)

1. A eliminação de uma passagem de nível, ainda mais esta, que está localizada junto à rotunda de acesso da A17 não pode ser analisada como uma simples supressão de acesso.
A eliminação deste acesso traria grande constrangimento às populações das freguesias vizinhas, até porque a chamada Estrada do Campo é muito utilizada pela população do norte de Leiria para evitar os engarrafamentos na EN-109 no acesso à cidade de Leiria. E também muito utilizada para o acesso à A17 pela população de Amor, Monte Real e Carvide.
2. Consideramos fundamental a criação de uma nova via de acesso. Tendo em conta a localização desta passagem de nível (debaixo da A17) e a natureza envolvente, a construção do viaduto será por certo a solução.
A eliminação das passagens de nível na linha do Oeste deve ser uma prioridade. Há mais de 20 anos que a Infraestruturas de Portugal tem no plano das intenções o encerramento das passagens de nível, sabendo nós que tal não acontece porque o investimento tão apregoado na ferrovia não tem passado do papel.
Os acidentes mortais em passagens de nível continuam a acontecer. Segundo dados da PORDATA ocorrem uma média de 20 mortes/ano a nível nacional, e a prevenção destes acidentes pode e deve ser feita através da construção de alternativas de passagem e não só e apenas através da sua supressão. Não podemos deixar de lembrar o último acidente mortal nesta linha ocorreu faz pouco mais de um ano junto à Gândara dos Olivais.
3. Há um elo que nos une e esse é o Rio Lis. O projeto de correção torrencial, realizado a partir de 1941 na Bacia Hidrográfica do Rio Lis, constitui um marco importante da nossa história comum e que é desconhecido das novas gerações.  A erosão provocava inúmeros problemas a montante, provocando a deterioração acentuada da qualidade dos solos e a jusante verifica-se um processo de assoreamento intenso, que era facilitador do aumento de cheias rápidas e de violentas inundações que afetavam os campos do Lis e os aglomerados populacionais.
A bacia hidrográfica do rio Lis foi a primeira no país a ser intervencionada pelos Serviços de Hidráulica Florestal. Esta grande obra foi responsável pela construção de várias obras de engenharia (açudes e barragens), bem como pela introdução de novas espécies arbóreas como o eucalipto, o choupo e acácia na nossa região.
Hoje, passados mais de 80 anos sobre esta grande obra que estabilizou os taludes a montante e minimizou o assoreamento do leito e a destruição dos campos agrícolas a jusante, seria importante fazermos a recuperação dessas barragens, tornarmos acessíveis os cursos das ribeiras da nossa região, e criarmos vias cicláveis ou trilhos de caminhada. Há todo um território comum para explorar e dar a conhecer. Faz mais sentido que toda a bacia hidrográfica do rio Lis seja novamente intervencionada e esse seria o projeto transfronteiriço de maior interesse para as nossas freguesias.

Página da candidatura


O Jornal AmorMais não conseguiu em tempo útil obter resposta dos candidatos que lideram as listas do Partido Socialista e do Partido Social-Democrata.


Tudo sobre as Autárquicas 2021 em: autarquicas2021.amormais.pt

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