Dois anos após a polémica tentativa de escavar um buraco de 76 hectares entre a Barosa e o Casalito, novas informações indicam que o verdadeiro motivo do cancelamento do projeto pode ter sido a descoberta de vestígios de ouro na Ribeira do Fagundo.
Segundo informações obtidas por este jornal, durante as primeiras prospeções para avaliar a qualidade das areias destinadas à extração de caulino, foram realizadas análises às águas dos ribeiros temporários da região. O resultado teria sido inesperado: partículas de ouro foram detetadas na Ribeira do Fagundo, levantando suspeitas sobre a existência de um filão ainda desconhecido na zona.
Embora a primeira detecção tenha sido feita por meio de análises físico-químicas, as atuais prospeções realizam-se através da observação direta do ribeiro, procurando reflexos dourados sob o leito do rio.
Contactados pela nossa redação, dois especialistas na área (um geólogo e um mineiro) avançam com duas teorias sobre a razão para esta descoberta tardia. A primeira hipótese sugere que os incêndios que devastaram a floresta entre os Barreiros, o Casalito e a Barosa nos últimos anos podem ter exposto um reservatório de ouro oculto, cujas partículas foram arrastadas pela chuva até à ribeira. A segunda teoria aponta para a existência de um filão próximo do curso do ribeiro, que só libertaria partículas quando o nível das águas sobe. No entanto, como há décadas as indústrias agroalimentares aproveitam essas subidas para fazer descargas, ninguém se atrevia a aproximar-se para notar a diferença.
Se a informação for confirmada, será necessário reformular todo o processo de licenciamento, abandonando a extração de caulino para dar lugar a uma eventual exploração de ouro. Ao mesmo tempo, isto deverá impactar o percurso da Linha de Alta Velocidade.
A descoberta, comentada apenas em surdina na zona do Casalito, parece ter tido já duas consequências: o preço dos terrenos disparou naquela zona, e existem relatos de vários moradores a abrirem valas nos seus quintais, à procura do fugitivo filão de minério dourado.
Nota de redação: Era tudo mentira.


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